Infatojuvenil · Literatura Estrangeira · Young Adult

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista

img_20170106_112821Nenhum divórcio é fácil, principalmente quando seu pai atravessa o oceano para uma nova experiência profissional e não retorna para seguir com os planos de sua família. E é exatamente isso que aconteceu com Hadley Sullivan.

Mesmo que tenha se passado mais de um ano, ela simplesmente não consegue aceitar a separação, os diferentes caminhos que seus pais tomaram e, muito menos, o iminente noivado de seu pai.

 Por mais que desejasse ardentemente não ir, não foi nenhum pouco intencional perder o voo para Londres. A ironia de estar atrasada para um casamento que nem mesmo queria ir fazia Hadley sentir vontade de chorar. Mas o que ela não esperava era que um atraso de alguns minutos fosse capaz de mudar o roteiro de sua história.

 “Viagens de avião são assim: você pode passar 13 horas conversando com uma pessoa sem nem saber seu nome, pode contar seus maiores segredos e, depois, nunca mais vê-la.”

 Hadley estava com os pensamentos tão direcionados à viagem que não esperava que alguma coisa boa pudesse acontecer. E ali, no aeroporto de Nova York, algo inesperado aconteceu. Oliver.

Oliver não pareceu ser apenas um garoto bonito com sotaque britânico, algo nele fez com que seu coração acelerasse.
Sete horas de viagem seria o necessário para justificar a eletricidade que a presença Oliver lhe causava?

“{…} Quando você é jovem e está apaixonado, sete horas num avião pode parecer uma eternidade.”

Vivenciamos com a Hadley tanto o voo ao lado de Oliver, quanto a retrospectiva do relacionamento dela com o pai. Em terra firme, sentimos a transformação do amor refletindo nela.

Apesar do relacionamento com o pai estar bastante fragilizado, o enredo não é focado só nisso. As horas que Hadley e Oliver passam juntos se tornam meros minutos diante de toda a proximidade que eles conquistam.

“É isso que se faz em aviões. Você divide um apoio de braço com uma pessoa por algumas horas; troca histórias sobre sua vida, conta uma coisa ou outra, talvez uma piada. Comenta sobre o tempo e sobre a comida, que está ruim. Escuta o outro roncando. E, depois, diz adeus. {…} Se é assim, por que está se sentindo completamente despreparada?”

Logo de cara me encantei com Oliver,  porque ele não só é um cara lindo e alto como também carismático, doce e gentil.

Oliver torna tudo mais suave. Mesmo que Hadley acredite que tenha razão para estar irada com sua vida, ele simplesmente tenta mudar a percepção dela de maneira delicada. A Hadley monopolizou o divórcio dos pais em sua vida, como uma nuvem contornada. E então Oliver surgiu a espalhando, afrouxando os nós; conquistando sorrisos.

O livro nos faz viver as emoções da Hadley, vibrar com os acontecimentos, apoiá-la em suas ações, incentivá-la, amá-la e, no fim, compreender a posição de determinadas pessoas na vida dela.

A história é narrada em terceira pessoa, é leve, divertida, doce e sensível, permitindo a compreensão de que algumas mudanças de planos são necessárias para o andamento próspero da vida.

Título original: The Statistical Probability of Love at First Sight
Autor: Jennifer E. Smith
Páginas: 224
Editora: Galera
Edição: 1ª, 2013.

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